Fiz o trecho Villamontes → Tarija e é daqueles que metem respeito: serra depois de serra, cornisas estreitas, precipícios ao lado, trechos de ripio/corrugado, lama se chove e curvas em cotovelo intermináveis. Há camiões a descer devagar, queda de pedras, pontes estreitas e neblina a aparecer do nada. Em compensação, as paisagens são absurdas: paredões verdes, vales profundos, rios lá em baixo e horizonte que nunca acaba — bonito e tenso ao mesmo tempo.
Como fiz (e recomendo):
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4x4, travão-motor, calma nas descidas, buzina em curvas cegas.
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Sair cedo, nunca de noite; checar deslizamentos e meteo.
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Pressão de pneus ok, suplente, água e snacks.
No fim, chega-se a Tarija com as mãos suadas e a cabeça cheia de postais.










