Vim de Ushuaia e fiz o caminho longo pela Terra do Fogo para apanhar o ferry para Punta Arenas. Subi a Ruta 3 até San Sebastián, cruzei a fronteira e entrei na Ruta 257 (Integración Austral). Dali segui até Onaisin e virei na Y-71, sempre a bordear o Estreito de Magalhães. Foram +250 km, com +200 km de ripio — vento lateral, guanacos na beira da estrada e aquele vazio patagónico que não acaba. É chão, mas foi a melhor maneira de chegar a Punta Arenas.
Porvenir apareceu como um abrigo: baía tranquila, casas baixas, cheiro a lenha e alma de vila de pescadores. Passeei pelo porto, vi barcos pequenos a entrar e sair e aquela luz fria a dourar os telhados no fim da tarde. No dia seguinte, fui ao Terminal Bahía Chilota e embarquei no ferry para Punta Arenas — travessia curta, mas com vistas lindas do estreito.
Dicas que me ajudaram
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Abastecer antes e levar pneu suplente ok; o ripio “come” tempo.
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Evitar conduzir à noite (fauna e vento).
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Confirmar horários do ferry e chegar cedo ao embarque.
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Na Y-71, paciência: estrada estreita, cascalho e miradouros que pedem paragem.








