Paisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a VilanculosPaisagens ao longo da estrada de Inhambane a Vilanculos

Atravessada a baía para Maxixe, a EN1 ruma a norte por um tabuleiro de terra vermelha. As primeiras dezenas de quilómetros correm entre coqueirais, cajueiros e acácias de copa larga; nos taludes, cupinzeiros altos fazem sentinela e, à sombra, alinham-se bancas com caju torrado, cocos e sacos de carvão. Em Massinga, o asfalto abranda: motorizadas, chapas e vendedores disputam a berma num vaivém que cheira a mandioca frita e piri-piri.

Daí em diante, a estrada alterna planaltos secos e baixios verdejantes. Placas pintadas à mão anunciam desvios de areia para Morrungulo e Pomene; mesmo sem ver o mar, o vento traz sal e, por entre casuarinas, surgem lampejos de lagoas costeiras. Pontes baixas cruzam braços de água e mangais silenciosos, onde garças picotam a maré.

Os povoados sobem em pequenos outeiros: casas de laterite, telhados de colmo, montes de cocos e mangas empilhados em pirâmides. Baobás isolados marcam curvas largas; mais a norte, palmáceas tornam-se constantes e a luz ganha o brilho líquido típico do litoral. No entroncamento de Pambara, a paisagem muda de tom: a via que desce para Vilanculos atravessa areais claros, campos de coqueiros e planuras onde o chão espelha a maré.

Nos quilómetros finais, a estrada abre miradouros furtivos sobre bancos de areia e canais azul-esverdeados. Dhows passam com velas triangulares, as ilhas de Bazaruto e Benguerra desenham sombras no horizonte e, ao longe, o rumor do Atlântico entra pelas janelas abertas. É uma viagem que começa em savana e termina em arquipélago, costurando vermelho de laterite, verde de mangal e os azuis rasos da baía de Vilanculos.

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